Histórias que vêm do mar e lançamento de livro inspiram o público no penúltimo dia do evento
- Assessoria de Imprensa Ocean Week
- 26 de out.
- 3 min de leitura

O quarto dia da Rio Ocean Week 2025 mergulhou nas histórias e trajetórias de quem faz do oceano um propósito de vida. A programação deste sábado foi marcada pela estreia da série “Gente do Mar”, que apresentou relatos inspiradores de pessoas que vivem, pesquisam e trabalham pelo oceano — de comunidades tradicionais a cientistas, artistas e empreendedores.
A diretora global de educação da Parley for the Oceans, Antonia Mascarenhas, e a diretora executiva do BrBio, Simone Pszczol, abriram o dia destacando a importância da educação e da inovação como caminhos para transformar a relação da sociedade com o mar.
O artista, designer e ambientalista Oskar Metsavaht, embaixador da UNESCO para Sustentabilidade e da ONU para a Década do Oceano, trouxe uma reflexão sobre o poder da arte como instrumento de engajamento e mudança cultural.
Alexander Turra, coordenador da Cátedra Unesco pela Sustentabilidade dos Oceanos, fala sobre o valor simbólico e social da série “Gente do Mar” e sobre como essas histórias reforçam o protagonismo de quem vive o oceano no dia a dia.
“Neste sábado, a Rio Ocean Week ganhou um novo ritmo: o público majoritariamente estudantil dos primeiros dias deu lugar a uma audiência mais diversa e espontânea, que lotou todas as atividades. A estreia da série Gente do Mar foi inspiradora — histórias como as de Oskar Metsavaht, Simone Pszczol, Antonia Mascarenhas e outros nomes mostraram a força da economia e da cultura oceânica. São vozes que nos ajudam a transformar a realidade e reforçar nossa conexão com o mar”, afirma Turra.
Na sequência, o consultor e ambientalista Pedro Belga e Dinha Dias, representante da cultura quilombola e caiçara da Costa Verde fluminense, abordaram o papel das comunidades tradicionais na conservação marinha e os caminhos para um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e sustentável.
“O que o território costeiro precisa é de uma governança. Mas uma governança em que o primeiro, o segundo e o terceiro setor estejam sentados em paridade para discutir. Não tem como falar de governança sem falar com o povo da Baía de Guanabara, essas pessoas que estão aqui desde sempre”, afirma Belga, que atua desde 1998 com lideranças comunitárias e povos tradicionais na Baía de Guanabara.
Encerrando a série, Marcelo Bibita, pioneiro do surf na pororoca, e Noélio Sobrinho, presidente da Associação Brasileira de Surf na Pororoca (ABRASPO), compartilharam suas experiências com o fenômeno natural amazônico e a importância de preservar os ecossistemas fluviais e costeiros.
Oceano inspira obra que une conhecimento e sensibilidade
O lançamento do livro “Mar de Cultura: Estudos” foi um dos destaques do sábado, unindo arte, ciência e reflexão. Desenvolvida de forma livre, a obra reúne treze artistas e cientistas de diferentes origens que exploram o mar como fonte de inspiração, pesquisa e questionamento sobre o tempo, o clima, a sobrevivência e o futuro. A publicação integra o movimento internacional Cultura Oceânica, vinculado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 — Vida na Água, e propõe um mergulho nas múltiplas formas de expressão artística e científica que nos ajudam a compreender e preservar o oceano de maneira mais sensível e sustentável.
Cinema Comentado amplia o diálogo entre ciência e arte
Durante todo o dia, o público acompanhou o Cinema Comentado, com exibições de documentários e curtas que mostraram diferentes dimensões da vida marinha.
Produções da Série Mar Brasil 3 destacaram temas como a pesca sustentável, o protagonismo das mulheres do mar e a conservação de espécies ameaçadas. O estúdio OM.ART, de Oskar Metsavaht, apresentou obras poéticas como Caiçaras e Oceans, enquanto a BENTHOS gGmbH exibiu filmes sobre redes fantasmas e manguezais da Região dos Lagos. O Projeto Coral Vivo fechou a sessão com curtas produzidos na Bahia.
Estreia do documentário “Tubarões Cariocas, Guardiões dos Mares” encerra o dia com emoção
O dia terminou em clima de celebração e reflexão com a estreia do documentário “Tubarões Cariocas, Guardiões dos Mares”, que encerrou a programação deste sábado. O filme mergulha na realidade dos pescadores do Rio de Janeiro, revelando sua convivência com os tubarões e os desafios enfrentados no cotidiano da pesca.
A produção emocionou o público ao mostrar a relação de respeito e interdependência entre os pescadores e esses animais, reforçando a necessidade de mudar a percepção sobre os tubarões e de valorizar o papel das comunidades costeiras na conservação marinha.
Os painéis são transmitidos ao vivo e ficam disponíveis no canal do Youtube da Cátedra Unesco. Acesse aqui: https://www.youtube.com/@catedraunescooceano










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