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Esquenta COP: Rio Ocean Week debate expectativas e propostas para a COP 30

  • Assessoria de Imprensa Ocean Week
  • 26 de out.
  • 2 min de leitura
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O terceiro dia da Rio Ocean Week (24/10/2025) reuniu vozes de diferentes setores — governo, academia, empresas e sociedade civil — em um amplo debate sobre o futuro dos oceanos e as propostas para que o tema ganhe protagonismo na COP 30, que será realizada em Belém (PA).


A bióloga Marinês Scherer, professora da Universidade Federal de Santa Catarina e Enviada Especial para os Oceanos da COP 30, abriu a Plenária Esquenta COP contextualizando o papel estratégico dos mares no enfrentamento da crise climática. “É fundamental que o nexo oceano-clima esteja representado na COP 30. O oceano é o principal regulador climático do planeta e, se quisermos falar em combate às mudanças climáticas, precisamos incluí-lo no mais alto nível de discussão — ao lado das florestas e da energia”, destacou Marinês.


Na sequência, Ana Paula Prates, engenheira de pesca, doutora em ecologia marinha e analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, apresentou as iniciativas que vêm avançando na esfera federal para recuperar a saúde dos oceanos — do planejamento espacial marinho à gestão costeira integrada, passando pelo trabalho com ecossistemas vulneráveis e pelo Plano Clima.


“Gostaria muito que as declarações dos líderes da COP 30 reconhecessem o papel do oceano como regulador climático e o colocassem no centro das discussões. Temos um oceano único e, por isso, é essencial fortalecer a cooperação internacional”, afirmou Ana Paula, lembrando que o Brasil ratificou recentemente o Tratado Global dos Oceanos (Tratado do Alto-Mar).


O painel da sociedade civil reforçou a importância das comunidades costeiras, das ONGs e do financiamento sustentável para ações de preservação. “Se estamos pensando em oceano, em mar, não podemos deixar de reconhecer os povos litorâneos do Brasil. É a inteligência ambiental dos povos do mar”, ressaltou Rosana Dias de Araújo, curadora e coordenadora do Centro de Referência da Cultura Caiçara.


Por fim, Alexander Turra, professor do Instituto Oceanográfico da USP e coordenador da Cátedra UNESCO para a Sustentabilidade do Oceano, lembrou que ainda temos um longo caminho a percorrer. “O sentido de urgência está batendo muito forte. Precisamos de comprometimentos que ajudem - de cima para baixo - a fortalecer os países a seguirem no rumo certo. Afinal, é para isso que os acordos multilaterais existem, eles retroalimentam para dentro do países e fortalecem as políticas internas”, destacou Prof. Turra.


Os quatro painéis temáticos da plenária Esquenta COP podem ser conferidos no Youtube da Cátedra Unesco: https://www.youtube.com/@catedraunescooceano

 
 
 

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